Vamos falar desta vez do transmissor, outro componente muito importante de uma estação repetidora. Aqui estão as características desejáveis para um transmissor:
Bom filtro de harmônicos - Transmissores mal projetados podem gerar sinais indesejáveis que podem interferir na recepção da repetidora, portanto um bom transmissor deve ter um bom filtro de harmônicos para evitar esse tipo de problema. Os transmissores atuais, pelo menos os das marcas mais afamadas, normalmente passam por rigorosos testes antes de chegarem ao mercado, e devem ser satisfatórios. Cuidado com transmissores cristalizados do tipo P3 da Motorola, embora seja um ótimo candidato a transmissor de uma repetidora, em geral são encontrados apenas para altas freqüências do VHF, e só trocar o cristal não é o suficiente. O filtro de harmônicos desses equipamentos são de banda estreita, ao trocar a freqüência original por uma fora da faixa de atuação do filtro, quase sempre traz problemas.
Bom dissipador de calor - Um transmissor de repetidora precisa agüentar um funcionamento ininterrupto, principalmente para aquelas repetidoras de alto tráfego. Portanto um bom sistema de dissipação de calor é essencial. Usar um transceptor móvel como transmissor de repetidora é perfeitamente possível, mas apenas o dissipador do rádios não dará conta do serviço, quase sempre sendo necessário a instalação de uma ventoinha sobre seu dissipador.
Bom áudio - Embora essa característica seja meio abstrata, existem transmissores que são famosos pelo seu péssimo áudio. Devemos evitá-los.
Estabilidade de freqüência - Outra característica importante que todos os atuais transmissores oferecem. Nesse caso temos apenas que nos preocupar com os transmissores mais antigos a cristal. É sempre aconselhável conferir sua freqüência de saída com uma certa regularidade.
Potencia de Saída - Na verdade um transmissor de repetidora não precisa necessariamente ser muito potente, já que terá a vantagem de estar instalado em local privilegiado e geralmente utilizando um bom sistema irradiante. E quanto mais potência têm o transmissor, maior será a dissipação de calor necessária. Utilizando esses transceptores de hoje, o ideal é uma potência entre 10W e 25W, uma vez que foram projetados para ciclos de transmissão com intervalos de recepção. Usá-los com a potência máxima (normalmente 50W) não é recomendável, pois seu módulo de potência pode atingir altíssimas temperaturas e acabar queimando. Só para sua referência, tem gente que se preocupa muito com a potência, faz o impossível para conseguir sempre um pouco mais. Lembre-se, para você perceber uma melhora significativa no sinal recebido, o sinal transmitido tem que aumentar pelo menos 10 dB. Traduzindo, um sinal de 10W tem que subir para 100W para fazer grande diferença. Então aumentar de 25W para 50W nem sempre resulta em sinal muito melhor, mas com certeza resulta em maior dissipação de calor e menor vida útil do seu transistor de saída. Isso sem contar que mais isolação será necessária para que não interfira na recepção da repetidora.
Os sinais necessários para para a instalação da repetidora são apenas dois:entrada de áudio (entrada de microfone ou modulador) e PTT, Esse último normalmente acionado quando aterrado. Prefira utilizar a entrada do modulador, pois essa normamente resulta em melhor qualidade de áudio transmiitido. |