Teoria de Áudio: O que é vibração,
som, harmônicos e timbre
Publicado 13. Feb, 2013 por PY2JF - João Roberto como Artigos
Enviado por Eduardo Sonnberger, PY5WG.
Teoria de Áudio – O que é vibração, som, harmônicos e timbre. Não basta saber mexer nos equipamentos. Conhecer a teoria por trás do funcionamento do áudio é fundamental para um serviço bem feito. Quanto mais se conhece da teoria, melhor é a prática. Apresento abaixo alguns conceitos que devem ser conhecidos por todos que trabalham com áudio, cujo conhecimento é imprescindível para a operação correta dos equipamentos, tais como equalizadores, compressores e outros.
Som
Sons são produzidos a partir de vibrações. Quando algo “vibra” uma certa quantidade de vezes no tempo de 1 segundo, ele está produzindo “som”. Para o ser humano, “som” corresponde às vibrações de 20 vezes em um segundo a até 20.000 vezes em um segundo. São as captadas por nossos ouvidos. Os elefantes sentem vibrações a partir de 12 vezes por segundo, e as baleias a partir de 8 vezes por segundo. Já os cachorros sentem vibrações até quase 45.000 vezes por segundo.
Hertz
Quando dizemos “vezes por segundo”, chamamos isso de Hertz, ou Hz. Homenagem ao físico alemão Heinrich Rudolf Hertz, foi quem primeiro descreveu o fenômeno. Existe o kHz, sendo o “k” a expressão de 1.000. Ou seja, 20KHz = 20.000Hz. O “k” é minúsculo, mas é mais comum ver KHz que kHz.
Espectro Audível
A “quantidade” de vibrações que cada espécie animal consegue sentir é chamada de “espectro audível”. Para o homem, o espectro audível é de 20Hz a 20KHz. O valor máximo (20KHz) se reduz com a idade. Veja o artigo sobre Presbiacusia.
Sentimos as vibrações através de dois órgãos: o ouvido e o labirinto. O ouvido é óbvio e dispensa explicações. O labirinto é o órgão humano responsável pelo equilíbrio, está ligado ao ouvido e é responsável por “sentir” os sons muito graves (entre 20Hz e 60Hz), que são muito mais “sentidos” pelo labirinto que “ouvidos” pelo ouvido.
Vibrações
Para se criar um som, é necessário colocar algo para vibrar. O exemplo mais comum são os instrumentos de corda. Os instrumentos de corda são tocados de diversas maneiras, de forma a produzirem uma vibração nas cordas. No violão as cordas são dedilhadas. No violino usa-se um arco. No piano, o teclado aciona martelos que batem nas cordas. O som produzido pelas cordas é fraco, e, é amplificado pelo corpo do instrumento. A freqüência do som produzido varia de acorda com a espessura, o comprimento e atensão da corda. Cordas grossas produzem sons mais graves que cordas finas. Ao deslizar as mãos sobre o braço do instrumento, os músicos alteram o comprimento das cordas e com isso, obtêm sons dediferentes frequências.
Para os instrumentos de sopro, quem vibra é o ar “soprado” dentro de um tubo. Da mesma forma que nos instrumentos de corda, a frequência do som produzido varia de acordo com a espessura do tubo, o comprimento e a forma. Tubos mais grossos (tuba), produzem sons mais graves. Tubos mais finos (trompetes) produzem sons mais agudos. Os vários orifícios, válvulas e pistões, como em uma flauta, trompete ou saxofone, por exemplo, alteram o comprimento do tubo e com isso obtêm-se sons diferentes.
Fundamentais e Harmônicos
Quando uma corda ou o ar “vibram”, o fazem em uma frequência fundamental (ou harmônico fundamental ou tom fundamental). Mas muito raramente algo produz uma única frequência (o diapasão produz frequências puras).
O mais comum, e os instrumentos musicais se encaixam nisso, é a vibração gerar uma fundamental e várias outras frequências, sempre múltiplas inteiras da fundamental, que são chamadas de frequências harmônicas, tons harmônicos ou simplesmente harmônicos. Em geral, a fundamental é o som mais forte, e os harmônicos perdem força gradativamente. Mas pode acontecer, principalmente em instrumentos com caixas de ressonância (por exemplo, violão ou violino), que um determinado harmônico seja mais forte que outros. Quando ouvimos um instrumento tocando uma nota, por exemplo, estamos ouvindo a fundamental mais os harmônicos, gerados por esse instrumento. Não são frequências distintas, mas “soam como se fossem uma coisa só”.
Oitavas
Quando o harmônico representa uma potência de base 2 em relação à fundamental (x2, x4, x8) são chamados de “oitavas”.
Por exemplo, um contrabaixo gera, na sua corda mais grossa:
Fundamental: 40Hz
1º harmônico (x2) : 80Hz – uma oitava acima
2º harmônico (x3): 120Hz
3º harmônico (x4): 160Hz – duas oitavas acima
4º harmônico: (x5): 200H z
5º harmônico: (x6): 240Hz
Quando ouvimos um instrumento tocando uma nota, por exemplo, estamos ouvindo a fundamental mais os harmônicos, gerados por esse instrumento. Não são frequências distintas, mas “soam como se fossem uma coisa só”. O piano (ou teclado eletrônico) é o instrumento que tem diversas oitavas:
Cada nota (Dó, Ré, Mi…) repete-se várias vezes, mas sempre em oitavas diferentes. Cada nota tem sempre o dobro da frequência da sua correspondente anterior, e metade da frequência da sua correspondente posterior.
Timbre
Como cada instrumento gera uma quantidade de harmônicos diferente dos outros, com potências diferentes, mesmo para uma mesma nota musical, temos sonoridades diferentes. É isso que nos permitem diferenciar uma flauta de um violino ou de um teclado. Essa sonoridade é chamada de timbre. É o timbre que nos permite diferenciar uma mesma nota musical (ou seja, mesma frequência fundamental) tocada em um instrumento ou em outro. É como se fosse a “impressão digital” do instrumento, permitindo diferenciá-los.
Timbre de um oboé e de um clarinete, ambos tocando a mesma nota. Abaixo, o som resultante dos dois instrumentos sendo tocados simultaneamente.
Aplicação prática
Essas pequenas explicações tem diversas aplicações práticas, no dia-a-dia do operador de som. Alguns exemplos:
– o espectro audível do ser humano é variável com a idade, caindo o limite máximo do que escutamos com o passar dos anos. Música para crianças e adolescentes usa e abusa de sons até 20KHz. Já para idosos a coisa é diferente, pois eles ouvem menos agudos. Som para crianças e adolescentes tem que ser absolutamente cristalino de 20 a 20K, pois qualquer nuance musical mais aguda eles vão escutar. Mas certa vez fiz uma reunião com pessoas acima de 50 anos com um chiado horroroso em 16KHz queeu não consegui tirar de jeito nenhum, mas ninguém na platéia reclamou, pelo simples motivo que ninguém escutou!
– a revista Veja trouxe a notícia de adolescentes que estão usando toques de celular de frequências muito altas para que os adultos não ouçam. E alguns estabelecimentos comerciais estão usando sons muito agudos para “espantar” os adolescentes de perto. Isso é puramente aplicação prática da teoria.
– outro exemplo é o uso de um equalizador. Quando percebemos uma frequência “sobrando” muito, por exemplo, 100Hz, abaixá-la por si só não trará o melhor resultado. Teremos também que abaixar o 200Hz, que é um harmônico dessa frequência. Conhecer oitavas e harmônicos é fundamental para a correta regulagem dos equalizadores.
– divisores de frequência (passivos ou crossovers) tem seu trabalho todo baseado em atenuações por oitavas. Existem divisores de 1ª ordem (6dB/oitava), 2ª ordem (12dB/oitava), 3ª (18dB/oitava), 4ª(24dB/oitava).
Fonte da Informação: Autor: Fernando A. B. Pinheiro





Rodrigo Moreno
Feb 16th, 2013
Ai Pessoal! Um desabafo.
Na minha opinião o (CW) tinha muito mais utilidade naquela época, hoje em meio a tantas forma de comunicação, inclusive os modos digitais, deveria ser extinto dos exames para promoção de classe esta modalidade ultrapassada, como nos paíse de primeiro mundo, poxa, já que temos que nos preparar para provas, gastar tempo estudando, porque não nos avaliarem naquilo que sabemos e vivemos nos dias de HOJE como comunicação? com todo respeito aos amantes do (CW), acho uma perca de tempo algo que não se usa mais, ficar como obrigatoriadade em exames realizados pela Anatel, é como se tivessimos que “datilografar” no exame e usar o Tableti na prática! ah faça mil favores! 73s a todos.
http://www.youtube.com/watch?v=EW0eGzNVomA
PY2JF
Feb 17th, 2013
Ola Rodrigo.
Não vejo a relação do seu desabafo de CW nesse artigo, mas tudo bem. Também concordo que o CW não deveria ser o divisor de águas para promoção de classes. Trata-se apenas de um modo de operação, dentro muitos outros existentes hoje em dia.
Precisavam pensar em algo mais útil, prático, como um ano de atividades, um certo número de contatos confirmados ou algo mais nobre.
Osni pu2ona
Feb 13th, 2015
Olá JR ! Quanto a áudio , conheço um pouco , mas é muito bom aprender mais , abraços …
amanda
Nov 18th, 2015
amei o post amigos <3 @@ *_* sz
¨me mandem novidades no meu email
e no meu zap zap tambemmm= 042 9975-6261
geraldo j.viana meira mg sjnepo
Apr 14th, 2016
Aaquele 73/51 extensivo a todos os macanudos de Americana sp que o Arquiteto maior do universo proteja atodos com o seu manto sagrado parabens pelo seu site e muito aproveitoso